sexta-feira, março 30, 2012


O trinado do celular gritou em meus ouvidos fazendo-me acordar depressa e em um pulo saltar para fora da cama. Apanhei meu celular e reconheci o número, dei um suspiro de cansaço, deixei tocar mais um pouco e atendi, uma voz rouca e suave fez-me congelar por alguns segundos, já fazia uma semana que ele insistia em ligar-me implorando para que eu voltasse para seus braços. Mas tanto eu como ele sabíamos que isso seria impossível, lembro-me de uma frase que disse á ele há algum tempo: “Uma vez ferida, duas vezes mais fria.”, deixei bem claro á ele que se ele ousasse em pisar na bola uma única vez, ele iria perder-me para sempre, e foi isso oque aconteceu, ele fez de tolo o meu pobre e ingênuo coração e perdeu a pessoa que, talvez, fosse a única que pudesse ama-lo de uma forma única e intensa como eu o amei. Eu costumava ser tão dependente de você. Eu ainda tenho vontade desse amor burro e inconsequente que de vez em quando almejo levar comigo para sempre, mas não. Eu te quero aqui mas ao mesmo tempo te quero longe. Eu queria que houvesse alguma forma de guardar esse amor em uma caixinha e tranca-lo em meu coração, e deixa-lo lá, sem senti-lo, para que não houvesse dor. Aos poucos eu vou me reconstruindo, por tanto tempo eu fui você, e agora eu esqueci de como ser eu. Assim como te apaguei da minha lista de contatos preciso apagar da minha vida também, preciso me livrar de tudo oque me puxa para o passado, porque o meu passado foi você, e não posso seguir se você ainda estiver interferindo o meu caminho, pois só você sabe como me fazer ceder. Você me deixa doente, quando lhe peço para sair da minha vida ora deseja minha alma como nunca, ora me dá as costas e sai batendo a porta. Nosso amor é um caso inserto, nem eu mesmo posso entender, o único modo de fugir desse desarranjo é lutar contra a minha vontade incontrolável de ora ter você deitado sobre a minha cama, ora longe da minha vida e da minha boca. Garoto, viu o quanto você me deixa louca ? Você é uma droga viciante que me deixa alucinada.

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